domingo, 10 de fevereiro de 2008

Física e Arqueologia

Como fazem os arqueólogos para determinar a idade de um fóssil encontrado, por exemplo, num sítio? As datações arqueológicas utilizam-se de vários métodos físicos para se descobrir a idade das amostras arqueológicas.
Os métodos de datação envolvem alguma propriedade do material em estudo que varia de acordo com o tempo. No método do Carbono-14 mede-se a quantidade desse rádio isótopo instável e através dela determina-se a idade da amostra em estudo. O Tempo de Meia-Vida do Carbono-14 é de 5.730 anos. Sabendo a quantidade desse material na amostra, descobrimos sua idade. Este é um bom método para amostras biológicas, já que estas são ricas em carbono.
Outro método de datação é o da termoiluminescência, que utiliza a luz emitida por cristais para a determinação da sua idade. Essa luz tem origem na combinação elétrons-"buracos", quando o cristal interage com a matéria.
Por exemplo, quando um ser vivo morre ele pára de absorver carbono e, principalmente, Carbono-14. Será essa quantidade de C(14) que irá decair com o passar do tempo, tornando possível a determinação do tempo em que o ser está morto e sua idade. Para isso, é fundamental uma medida de concentração de C(14) presente na atmosfera passível de ser incorporado pelos seres vivos.
No caso da termoiluminescência (TL), um mineral é cristalizado ou uma cerâmica é levada ao forno para sua queima, a temperatura atingida permite a recombinação de elétrons-buracos e a luz total produzida por esse processo é emitida. Logo, com o passar do tempo, a radiação ionizante à que a amostra está presente no ambiente irá produzir o mesmo mecanismo para a criação de luz medida na TL, podendo assim, ser determinada a idade da cerâmica, mineral ou cristal.

(Dúvidas, sugestões ou correções envie para wildsondearagao@yahoo.com.br ou deixe um comentário!)

*Ofereço essa postagem a meu cunhado, amigo e Arqueólogo da UFS Anderson Rodrigues Lima.

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