sexta-feira, 13 de junho de 2008

Que tal um pouco de Magnetismo?

Imagem: http://www.guia.heu.nom.br/images/Terra_magnetismo.gif
INTERAÇÃO MAGNÉTICA:

Algumas considerações a respeito:
- Numa superfície magnética (como um ímã), as linhas de força do campo magnético se deslocam do pólo norte magnético para o sul magnético;
- Os pólos de um ímã são inseparáveis, ou seja, ao dividirmos um material magnético ao meio os dois pedaços resultantes terão pólo norte e sul magnéticos;
- Pólos diferentes se atraem e pólos iguais se repelem;
- Para uma carga elétrica q em repouso, a Força Magnética tem modulo igual a 0.

Força Magnética F:
Sem muitas delongas, a força magnética F é medida por:

F = q. v x B
Sendo: q = carga elétrica; v = vetor velocidade da carga; B = vetor campo magnético q atravessa a carga.

Podemos defini-la também como:

F = q. v. B. sen t
t é o ângulo formado entre os vetores V e B.

- Se v e B estiverem na mesma direção, t= 0 => sen t = 0 => F = 0 ;
- Se v e B forem vetores perpendiculares, t= 90° => sen t = 1 => F = q. v. B. A força magnética sobre a carga será, então, máxima.


Quando uma carga se desloca numa região onde atuam um campo elétrico e um magnético, dizemos que a força total sobre ela é a soma das forças eletrica q. E e magnética q. v x B, ou seja:

F = q. E + q. v x B
F = q. (E + v x B)

Tal expressão é denominada Força de Lorentz.

Campo Magnético B:



Através da expressão de Força Magnética e considerando os vetores v e B perpendiculares, podemos determinar uma equação para Campo Magnético:
Se F = q. v. B, o Campo magnético é determinado por:


B = F/ q. v

- Além de v, o Campo Magnético B também é perpendicular a F.




Movimento de uma Carga Elétrica em um Campo Magnético:

Nesta parte, deduziremos uma equação para determinar o raio da trajetória de uma carga elétrica q num campo magnético B. Sabendo q a carga está sujeita às forças magnética e centrípeta, podemos dizer que:


Fm = Fcp
q. v x B = m. v² / r
q. B = m. v / r
r = m. v / q. B

- A Força centrípeta equilibra a Força magnética.


Velocidade angular w (ômega) de uma Carga Elétrica num Campo Magnético:

Deduziremos agora uma fórmula para a velocidade angular de uma carga em um campo magnético. Do Movimento Circular, sabemos que a velocidade linear v = w. r. Substituindo na expressão do raio da trajetória da carga, temos:
r = m. w. r / q. B
1 = m. w / q. B
w = (q / m). B
Porém, esta equação nos dá somente o módulo de w. Para sabermos sua direção e sentido utilizaremos a formula do movimento F = m. a, sabendo que a aceleração a= w. v. Assim, vem:
F = m. w. v
q. v x B = m. w. v
Seguindo a propriedade do produto vetorial, fazemos:
q. (- B x v) = m. w. v
- q. B x v = m. w. v
- q. B = m. w
w = (- q / m). B
Assim, para uma carga eletricamente positiva, w terá mesma direção e sentido opsto ao de B, e para uma carga eletricamente negativa, w terá mesma direção e sentido que B.
w também é denominada Freqüência de Cíclotron.



Dúvidas, sugestões ou correções deixe um comentário.
Wildson W de Aragão.




domingo, 18 de maio de 2008

Vem aí mais um encontro de físicos de Norte e Nordeste!

XXVI EFNNE - Encontro de Físicos do Norte e Nordeste

O Encontro de Físicos do Norte e Nordeste (EFNNE) é um tradicional e importante evento científico no país, agregando potencialmente a comunidade de físicos e estudantes de Física das regiões Norte e Nordeste. Este ano estará sendo realizada sua vigésima sexta edição, de forma ininterrupta, caracterizando um marco histórico para a Física do Brasil, em especial, para as regiões Norte e Nordeste. Neste evento, as oportunidades de intercâmbio científico entre os membros desta comunidade, através dos trabalhos apresentados nos diversos formatos, das discussões dos grupos de trabalho e das plenárias de caráter político-científico, além das oportunidades dos encontros informais entre os participantes durante o evento, têm proporcionado um crescimento contínuo, fundamental para o aprimoramento e construção do conhecimento nesta área da Ciência.


Para inscrever-se acesse: http://www.df.ufpe.br/~EFNNE2008/efnne2008/


FONTE: Site do Evento.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aviso importantíssimo - XIII ENSEF

XIII ENCONTRO SERGIPANO DE FÍSICA
21 A 24 DE JULHO DE 2008
TEMA: FÍSICA DO SÉCULO XXI
Coordenação: Profa. Dra. Ana Figueiredo Maia
Comissão Organizadora:
Prof. Dr. Carlos Ernesto Garrido Salmon
Prof. Dr. José Osman dos Santos
Prof. Dr. Walter Sydney Dutra Folly
Prof. Dr. Marcos A. Couto dos Santos
Prof. Nemésio Augusto Alvares Silva
Datas limite
Inscrição: de 26/05 a 11/07/2007
Submissão de resumos: 20 de junho de 2008.
Trabalhos completos: 21/07/2008
Universidade Federal de Sergipe
Departamento de Física
Campus Universitário
São Cristóvão - SE
Tel: (79) 2105-6848
Fax: (79) 2105-6636
Maiores informações: www.fisica.ufs.br
PARTICIPEM!!! Nos vemos lá!

sábado, 12 de abril de 2008

RELATIVIDADE RESTRITA - Por Felix Brito*


Dedicado a: Srta. Brito.
Olá galera! Tudo na paz né? Bora lah!

Relatividade restrita

Desenvolvida por volta de 1905, essa teoria visa a comparação de medidas a partir de diferentes referenciais inerciais.
As leis de Newton ainda são validas para essa teoria e muito importantes para o entendimento da mesma e os cálculos usados são RELATIVAMENTE simples. Muito importante para a física e para a engenharia a relatividade restrita é interessante e ótima tanto para os amantes da física quando para os malucos que lêem sobre essas coisas... Fazem muito bem em ler sobre isso!
Dois estudiosos (Albert Michelson e Edward Morley) desenvolveram o 1° postulado sobre esse assunto, e esse diz o seguinte:
“É impossível idealizar um experimento que determine se um corpo esta em repouso ou movendo-se uniformemente”
Fantástico e RELATIVAMENTE simples ao mesmo tempo né?
Pro que? Bom, essa é a sua tarefinha do lar, demonstre você mesmo esse teorema.
Dica: Leis da cinemática e um poço de Calculo I. “Disse tudo” rsrsrsrsrrsrrrssrssr.
O 2° postulado foi o velho (Einstein) quem desenvolveu, e esse diz assim:
“A velocidade da luz c é independente da velocidade da fonte que esta emitindo a mesma.”
Prosseguindo... o que o velho disse foi o seguinte:
Primeiro, a luz não precisa de um meio pra se propagar, as suas ondas percorrem o vácuo que há no espaço.
Segundo, se você observar duas pessoas A e B, de modo que o observador A se mova relativamente (esse relativamente refere-se a velocidade relativa da cinemática) ao observador B e se você fez a tarefinha do lar que eu te mandei perceberá que se o observador A medir a velocidade c e esse valor estimado for diferente do valor que o observador B estimou, não poderíamos afirmar que eles estavam em repouso, convincente com o 1° postulado não?!
Partindo deste principio Einstein concluiu que a velocidade da luz é constante e independente tanto da velocidade da fonte luminosa quanto do referencial inercial.
Bom,a relatividade restrita é um pouco restrita mesmo, depois dos reclames do plim plim eu volto, pra falar um pouco mais sobre isso, me esperem tah?! Eu voltarei!

Prof. Felix Brito

Abraço!




*Felix Brito é Professor e Graduando de Física da Universidade Federal de Sergipe (cá pra nós, é uma autarquia da Física sergipana, brasileira e, quiçá, mundial!! É uma honra pra nós publicar textos criados e enviados por tamanha personalidade da Física).
Ao Professor Felix, o meu Muito Obrigado!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Dois avisos importantes

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO A DISTÂNCIA 2008 DA REVISTA CAFÉ ORBITAL:
Esse ano, o curso é sobre Cosmologia
Site para a inscrição - http://www.on.br/revista/

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 11º ENAST (Encontro Nacional de Astronomia)
O encontro será realizado em Maceió - AL nos dias 15 e 16 de novembro de 2008
Site para inscrição - http://www.ceaal.al.org.br/11ENAst/11enast_inicio.html

Então, bom curso e bom ENAST pra nós!

Física e Arqueologia

Como fazem os arqueólogos para determinar a idade de um fóssil encontrado, por exemplo, num sítio? As datações arqueológicas utilizam-se de vários métodos físicos para se descobrir a idade das amostras arqueológicas.
Os métodos de datação envolvem alguma propriedade do material em estudo que varia de acordo com o tempo. No método do Carbono-14 mede-se a quantidade desse rádio isótopo instável e através dela determina-se a idade da amostra em estudo. O Tempo de Meia-Vida do Carbono-14 é de 5.730 anos. Sabendo a quantidade desse material na amostra, descobrimos sua idade. Este é um bom método para amostras biológicas, já que estas são ricas em carbono.
Outro método de datação é o da termoiluminescência, que utiliza a luz emitida por cristais para a determinação da sua idade. Essa luz tem origem na combinação elétrons-"buracos", quando o cristal interage com a matéria.
Por exemplo, quando um ser vivo morre ele pára de absorver carbono e, principalmente, Carbono-14. Será essa quantidade de C(14) que irá decair com o passar do tempo, tornando possível a determinação do tempo em que o ser está morto e sua idade. Para isso, é fundamental uma medida de concentração de C(14) presente na atmosfera passível de ser incorporado pelos seres vivos.
No caso da termoiluminescência (TL), um mineral é cristalizado ou uma cerâmica é levada ao forno para sua queima, a temperatura atingida permite a recombinação de elétrons-buracos e a luz total produzida por esse processo é emitida. Logo, com o passar do tempo, a radiação ionizante à que a amostra está presente no ambiente irá produzir o mesmo mecanismo para a criação de luz medida na TL, podendo assim, ser determinada a idade da cerâmica, mineral ou cristal.

(Dúvidas, sugestões ou correções envie para wildsondearagao@yahoo.com.br ou deixe um comentário!)

*Ofereço essa postagem a meu cunhado, amigo e Arqueólogo da UFS Anderson Rodrigues Lima.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Essa tal de Magnitude

Na astronomia, sempre ouvimos falar em Magnitude dos Astros.
Costuma-se medir o brilho de um objeto celeste através do Sistema de Magnitudes. Diferentemente das escalas que estamos habituados a usar, a de magnitudes é inversa, ou seja, quanto MENOR a magnitude, maior será o brilho do planeta, da estrela, do cometa, da nebulosa, etc. Abaixo temos a Magnitude de alguns objetos populares, vejam:
  • O Sol -> -27;
  • Brilho da Lua Cheia-> -13;
  • Vênus em seu momento mais brilhante-> -5;
  • Marte e Júpiter-ambos em seu período mais brilhante -> -3;
  • Estrela Sírius-a mais brilhante do céu -> -1,45;
  • Mercúrio -> -1,3;
  • Saturno -> -0,25;
  • Estrela Antares -> 1,0;
  • Urano em seu máximo brilho -> 5,6;
  • Netuno durante maior brilho -> 7,6;
  • Plutão ->13,6.

Já sei o que vão perguntar: Até que magnitude podemos enxergar a olho nú? A resposta é, aproximadamente, 6,0. Os maiores telescópios terrestres captam, no máximo, 28 e o Telescópio Espacial Hubble tem capacidade de captar astros com 30 de magnitude.

É isso!

Cor e Temperatura das Estrelas

Muitas pessoas me perguntam se, nas estrelas, existe alguma relação entre cor e temperatura. As vermelhas são mais "quentes"? As brancas são mais "frias"? Então, esclarecendo:

Estrelas são formadas a partir de nuvens de gás e poeira que, ao contrairem, se aquecem e irradiam calor e luz. Mas nem todas as estrelas são iguais. Podemos estabelecer relações entre a cor que enxergamos e a temperatura de uma estrela. Vejam:

  • Estrelas vermelhas - Possuem temperatura superficial entre 3.000°C;
  • Estrelas laranjas - Na superfície, sua temperatura está entre 4.000°C;
  • Estrelas amarelas - Temperatura superficial de, mais ou menos, 6.000°C;
  • Estrelas brancas - Em torno de 11.000°C na sua superfície;
  • Estrelas azuis - Possuem temperatura superficial em torno de 25.000°C.

Como se vê, as estrelas mais "quentes" são as que apresentam cor azulada, como a Sírius - Alfa da Constelação de Cão Maior - que é a mais brilhante no céu noturno e dista 8, 57 anos-luz da Terra.

Já as mais "frias" são as vermelhas, como a estrela Antares, da Constelação de Escorpião, que apesar de sua "baixa" temperatura, é 700 vezes maior que o Sol e está a míseros 600 anos-luz de nós.


Mande suas dúvidas para wildsondearagao@yahoo.com.br ou deixe um comentário. Teremos o incomensurável prazer de esclarecer-te!